Os adquirentes de um novo imóvel
costumam ouvir uma palavra quando chega o momento do recebimento da unidade
adquirida, denominada Habite-se, que é concedido pela prefeitura da cidade onde
o empreendimento imobiliário encontra-se localizado.
O significado desse documento, que é
emitido tanto para prédios recém-construídos como para aqueles que passam por
reformas, atestando que
o edifício está pronto para receber seus ocupantes, ou seja, é uma certidão que autoriza o imóvel recém-construído ou reformado a ser ocupado.
o edifício está pronto para receber seus ocupantes, ou seja, é uma certidão que autoriza o imóvel recém-construído ou reformado a ser ocupado.
Nesse sentido, ao ser concedido o
Habite-se, o proprietário tem a garantia que a construção seguiu corretamente
tudo o que estava previsto no projeto aprovado, tendo cumprido a legislação que
regula o uso e ocupação do solo urbano, respeitando os parâmetros legais quanto
à área de construção e ocupação do terreno.
Além de cometer um equívoco, o
proprietário que muda para um imóvel que não recebeu a devida autorização da
prefeitura, ele ainda está sujeito à multa em função do Habite-se não ter sido
liberado.
Da parte do construtor, este tem que
cumprir uma série de requisitos para obtenção do Habite-se, antes de dar
entrada no pedido de concessão, como os atestados das concessionárias de água e
energia elétrica e do Corpo de Bombeiros, que comprovam a correta
funcionalidade das instalações hidráulicas, sanitárias, elétricas e de combate
a incêndio.
Após a solicitação, deverá aguardar a
vistoria, onde será checado se o prédio foi construído segundo o projeto
inicialmente aprovado, o que pode resultar no indeferimento, caso não tenha
sido executado corretamente.
Isso mostra que a preocupação com o
Habite-se não tem a conotação meramente formal, referente à regular
documentação do imóvel, mas também relaciona-se diretamente à segurança dos
futuros moradores, uma vez que instalações elétricas inadequadas ou instalações
de combate a incêndio insuficientes podem resultar em futuros incidentes que
resultarão em ameaça à integridade dos ocupantes.
Cabe esclarecer que a existência de
contas de água, luz e telefone não garantem a correta regularização do imóvel
junto à prefeitura, e nem mesmo a cobrança de IPTU, através de correspondente
carnê, não comprova que o Habite-se do empreendimento foi concedido.
Do ponto de vista da transmissão da
propriedade do imóvel, feita junto do Cartório de Registro de Imóveis, é
indispensável a certidão do Habite-se, sem o qual não é possível a
averbação da construção.
Por derradeiro não é demais alertar
quanto ao aspecto mercadológico, haja vista a notória desvalorização que o
imóvel encontra no momento de uma eventual venda, em decorrência da situação
irregular em que se encontra, o que demandará esforços e recursos financeiros
para adequá-lo à normalidade, além do que não podem receber financiamento e não
podem receber alvará para funcionamento de atividades comerciais.
Fonte: Eng. Francisco Maia Neto
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